quarta-feira, 29 de agosto de 2007

SINTO VERGONHA DE MIM - Rui Barbosa, sabia das coisas, década de 20.

SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mimpor ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdadee por ver este povo já chamado varonilenveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mimpor ter feito parte de uma eraque lutou pela democracia,
pela liberdade de sere ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatezno julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificaratos criminosos,
a tanta relutância em esquecer a antiga posiçãode sempre 'contestar',
voltar atráse mudar o futuro.

Tenho vergonha de mimpois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra,
das minhas desilusões e do meu cansaço.

Não tenho para onde irpois amo este meu chão,vibro ao ouvir meu Hinoe jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suorou enrolar meu corpona pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
'De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem- se os poderesnas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'

Rui Barbosa

domingo, 12 de agosto de 2007

ultrapassar o medo

ultrapassar o medo.
encontrá-lo e permanecer,

restará então, apenas você.
o peso é oculto e inexistente
pois é, mas sentimos.

cada calada da noite
tem seus boatos

a tropeços e escorregos
a vida passa com um arranhão
pois é, de onde veio não vi,

o mensageiro: boa noite.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A você que tentas me ver fora do ar.

Urânia:

praticidade e pé no chão.
Humildade e autocontrole

Eu a você que tirou-me do ar:

Por quê tentas me ver fora do ar? Será que me conhece?
Será que tens motivo? Estás faminto?
Talves por esse seria menos vergonhoso.

Pois é, algum motivo existe, se foi um recado não compreendi muito bem.
Se foi um aviso não ficou claro,

sendo meu amigo,
terás muito mais a ganhar.

Na vida, integridade é santidade.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Eu e vc

Oi amor...

Eu e vc, somos dois sabores, dois loucones!
Eu e vc, somos três malabares, três colares!
Eu e vc, somos quatro pimentas d quatro num quarto!

Eu e vc, somos cinco cinquentas, cinco pares!
Eu e vc somos seis grudados, seis amados!
Eu e vc somos sete ondas, sete copas!

Eu e vc somos oito pétalas, oito flores!
Eu e vc somos nove meias, meia nove!
Eu e vc somos dez versos desse poema, onde a décima está você.

Coração, Te amo!