domingo, 30 de março de 2008

O Processo




O Processo

Composição: (Letra: Bnegão/ Música: Kalunga, Pedrão, Muzak, Pedro Garcia e Bnegão)


Esse som é sobre a ciência da persistência versus a preguiça e a descrença
Paciência é a sapiência do espírito

Viver no presente é a base, a chave para seguir bem na viagem
Evita o desgaste desnessessário durante o seu intinerário no planeta
Esse som é sobre o processo

O PROCESSO É LENTO
Rápido se monta uma moradia precária

Lento se constrói uma casa segura
Rápido a tv te entope de banalidades
Lento uma leitura certeira te dá um levante
Rápido se faz uma pixação
Lento se faz um grafite bem feito
Rápido uma moto se espatifa contra uma parede
Lento uma goteira contínua consegue perfurar a mais compacta pedra
O processo é lento (não tô dizendo que é fácil…)
O processo é lento
Tem que trabalhar, trabalhar feito um operário (só que sem horário)

O processo é lento
O desapego do resultado é importante

O processo é lento
O caminhar contínuo nessa vibe deve ser o modus operandi

Rápido se faz um aterro pra cobrir o mar
Lento o mar retoma de vez o seu lugar

Rápido se derruba uma árvore secular
Lento desenvolve-se uma planta curativa

Rápido a violência tenta se justificar
Lento se percebe aonde tudo isso vai chegar

Rápido o mundo acelera sua degradação
Lento, o novo pensamento vai dando sinais sutis da sua existência

Processo de justiça (lento), educação (lento),
Processo é lento de informação (lento)

Percepção (lento) Aprendizado (lento)
Processo é lento de evolução (lento)

Processo quase eterno de repetição, irmão
É por isso que eu digo, leva fé

A parada é essa, não tem outra
O negócio é seguir no melhor estilo conta-gotas

¨Numa relax, numa tranquila, numa boa”
Dentro das possibilidades, procurar a melhor opção

O processo é lento
Realidade não é sempre o que parece

O processo é lento
Aceitação e compreensão da situação baixa consideravelmente a taxa de stress

O processo é lento
Só segue quem se fortalece

Pega a responsa pra si, e é isso aí
O processo é lento

Sem ficar de guerri-guerri, sem ficar de ti-ti-ti
O processo é lento

Porque o processo é lento, mas é assim que a gente vai pra frente, cumpadi
O processo é lento

Procurando uma melhoria, um futuro um pouco mais descente
O processo é lento

É, o processo é lento, mas tamo nessa
Tá junto, tá junto.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Remédios contra erros: Humildade



Não valorizamos os erros por conta de nossa falta de conhecimento sobre os motivos que nos levaram ao mesmo, se entendermos as causas não por justificativa mas por evolução podemos sim amar nossos erros, nossa imperfeição e seguir rumo a acertividade.


Começos a errar desde sempre algumas vezes por conveniência outras por falta de informação e outras por entusiasmo.


Num instante e sem perceber agimos quase sempre de maneira erronia, mesmo sem ciência sobre o valor da outra perspectiva, são sempre no mínimo, duas perspectivas, ignoramos a que julgamos ser o erro, não tomamos conhecimento sobre as perspectivas. Ficamos cegos.


Por fim nos transformamos em dependentes errantes de nossa própria verdade até um dia tropeçarmos em nossas incertezas, beijamos nossas dúvidas e caimos no incomparável chão para dizermos assim:


Obrigado meu Deus por encontrar a humildade.

ERRAR: Cometer erro; Falhar

ERRONIO: Falso; encerra o erro; contrário a verdade.

ERRANTE: Que vagueia; que erra; que anda ao acaso; incerto

HUMILDADE: Sentimento da própria fraqueza; modéstia; submissão; pobreza; inferioridade.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Por quê lenda viva?

Museu Oscar Niemeyer - Curitiba-PR / 2008



Pensei ontem, por quê alguém me chamaria de lenda viva, se nada fiz para isso.
Então, se chamasse alguém de lnda viva, sem nada ela ter feito, logo seria uma metáfora.
Lógico que acabei por rir de mim mesmo, ai lembrei de uma frase do Nitzche:



"Moro em minha própria casa
Nada imitei de ninguém
E ainda ri de todo mestre
Que não riu de si também."

:)

quinta-feira, 13 de março de 2008

A dialética, segundo a Teoria hegeliana , resume tudo.

Salar de uyni - Bolivia - Janeiro/2008

di.a.lé.ti.ca sf (lat dialectica) 1 A arte de discutir.

2 Argumentação dialogada, segundo a fílosofia antiga.

3 Teoria hegeliana segundo a qual no universo tudo é movimento e transformação e as transformações das idéias determinam as transformações da matéria.

Segundo Hegel:

Dizemos, pois que nada se produziu sem o interesse daqueles cuja atividade tem cooperado.
E se chamamos paixão ao interesse no qual a individualidade inteira se entrega – com o esquecimento de todos os demais interesses múltiplos que tenha e possa ter – e se fixa no objeto com todas as forças de sua vontade, e concentra neste fim todos os seus desejos e energias, devemos dizer que nada de grande se tem realizado no mundo sem paixão.

A paixão é o lado subjetivo e, portanto, formal, da energia da vontade e da atividade – cujo conteúdo ou fim fica ainda indeterminado -; do mesmo modo que na própria convicção, na própria evidência e certeza.

O que importa então é o conteúdo que tenha minha convicção, e igualmente o fim que persiga a paixão, e se um ou outro é de natureza verdadeira.

Porém, o inverso, se o é, então, para que entre na existência, para que seja real, é necessário o fator da vontade subjetiva, que compreende tudo isto: a necessidade, o impulso, a paixão, igualmente a própria evidência, a opinião e a convicção.


Como podemos compreender, Hegel denomina de paixão ao interesse subjetivo, particular de cada indivíduo e nos diz que nada pode realizar-se sem a cooperação desta.

A paixão, portanto, é o elemento central com o qual o indivíduo se fixa num determinado objeto. Nada acontece sem a energia expressa pela paixão, é ela que conduz o homem o desejo do que lhe falta e, portanto, ela é subjetividade pura.

De forma que podemos considerar que, ao contrário do que afirmam alguns, a teoria hegeliana põe grande ênfase na questão da liberdade humana, sendo nesta, ou em outras palavras, na subjetividade da vontade do sujeito que nascem as paixões.
Paixão daquilo que lhe falta.
Paixão que lhe é inteiramente livre para conduzi-lo a determinado objetivo.

(...)Homem que é livre é o homem que busca ao longo da história apenas realizar a idéia de liberdade e nisso não está implícita qualquer afirmação de um avanço constantemente progressivo no sentido da salvação do homem.
Por outro lado, na história ou, melhor, ao longo desta sempre estará presente a força do negativo, como aquilo que falta, e que se por um lado impulsiona o homem no sentido da sua realização, por outro, o conduz a árduos trabalhos e momentos de total perda de rumo, momentos esses que para alguns significaram a falta de razão na história, mas que para Hegel nada mais é que a força desse negativo que se presentifica para provocar toda a inquietação que acarretará a mudança.

Nas palavras do próprio Hegel:
Na história nos ocupamos do passado.
Na realidade, Hegel, não considerava a sua filosofia da história mais que uma re-interiorização filosófica do passado humano; e este se encerra necessariamente no presente.

O meu bicho de 7 cabeças

Exposição de J.Borges, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba-PR.

É o crédito que damos às aparências que lhes atribui realidade.
Esta tudo assim meio estranho,
Nao sei, parece que me achei...meio que cansei
é uma falsidade generalizada
é uma loucura demasiada e constante

e eu perdido nesse ciclo
e eu querendo MORRER e minha essencia querendo VIVER
é o q to falando, to no inferno
to falando da maré, que leva e traz e qdo tu vê

vc foi, mesmo nao querendo,
se tu nao sair dela, nada vê.
to querendo sair disso, to em transito, cansei.

acho que nada demais e tudo de menos.