"Dança o deus índio
movendo o mundo em serpente
corpo em ritmo de êxtase
xamã-menino, feiticeiro.
Dançam os espíritos celestes
em movimento das órbitas
na volúpia dos corpos lunares
na metáfísica dos espaços vazios.
Dança a serpente suicida
através dos espelhos encarnados
o sangue, a carne e os espasmos
pulsação de vida e morte, sincronia.
Dança a estratosfera, o chão sulcado
as mão arrancando gritos da Terra
o amor desenfreado dos amantes
o sono da criança recém saída do útero.
Dança a evolução do homem,
as palpitações de cada cela, ardendo
adentrando as camadas finas da memória,
corpo-espírito, mudando de pele.
Olhos de puma alada, teu mistério é meu.
(L. F. Calaça | agora)."
Me dei conta de que não escrevo desde Novembro/2008.
Estamos em março/09.
Ah, mas foi um tempo perfeito e necessário.
Agora, me despeço de 2008 e digo oi a 2009.
No mesmo post. Digamos que seja uma alusão a sustentabilidade.
Nada melhor então do que uma oração.
Encontrei-a num blog que mereçe ser visitado de uma forma mutante.
Mutante pois se você acessa não será mais o mesmo.
Assim como não sou mais quem fui a poucos segundos. Quiçá quem fui em 2008.
Que seja essa oração um singelo presente a esse ano que já me deu e dará muitas alegrias.
uma dessas foi hoje ao descobrir uma pessoa tão talentosa, com um acervo digital:
http://www.o_enforcado.blogger.com.br/

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